sábado, 24 de março de 2012

Os ombros suportam o mundo - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Estoy buscando amigos que yo he tenido

Cuando el alma ya no corresponde a lo que era antes ... Se corrompe? ¿O era todo una ilusión?
Cuando la virtud que se le ofreció se convierte en vicio, ¿quien es lo culpable?
¿El tiempo, que inexorable, barre de los recuerdos todo el buen en nosotros? No, porque el alma es inmutable.
Criaturas insomnes y locas, es la carne que se consume en el brillo de placer, usted está vendiendo, cuando debería estar ahorrando a toda costa, porque llegará un día que sólo poderemos salir de este mundo si no hay precio en nosotros, si desde el principio hasta el final nuestros caminos no nos llevaría demasiado lejos de nosotros mismos.
Lo que los ojos ha conocido, pieza que el destino teje, se llama amor, aliento; pero, con el tiempo ... el olvido.
Las personas que se alejan, mientras que queríamos cerca, solo la farsa del destino y madura la cara que nunca vamos a olvidar. Y luego nos despertamos, ¿de el sueño que hemos construído? ¿Habíamos sueñado todo aquello? ¿Habíamos inventado sonrisas?
Porque todos los demás son ahora diferentes, pero nosotros somos los mismos.
No importa el tiempo, somos los mismos, y por más señales que busquemos detrás de los que han regresado, no reconocemos ni uno sólo, no hay nada allí, en el tumulto de la mente, mente que antes se creía inteligente y sólo fue uno más tomado por la corriente . En este mar de aguas calientes y frias, era más que constante sólo el cambio de las mareas, porque el tiempo llevó uno a uno los que me conocían, trayendo cáscaras vacías de quien yo he llamado "amigo".
Ancla no fue capaz de establecer sus pasos, y usted fue tomado sin ningún tipo de cuidado para el otro lado, donde usted nunca ha navegado antes, a la espera de aquellos que se dejaron ir.
Un canto de ilusión de cualquier sirena, un fuerte viento, y allí estaban, todos partieron, regresan desgarrados, yo no puedo reconocer a nadíe.
Tenían las mejillas sonrosadas, el brillo de sus ojos claros, el coraje, y lo han perdido todo, sus palabras son ahora desalojadas a toda hora y, como la marea, se lo hunden cualquier otra historia de lo que se quería escribir.
Pero no se atreven a leer el diario de sus desgracias, ya que sólo se rindió al deseo lamentable de tratarse de ser feliz.
No hay mayor error que la busca por el vacío. Deberían haber sido llenados antes de enviar a cualquier precio el mayor tesoro que tenían.
En alguna isla está enterrado el baúl de sus historias, las palabras antes tan hermosas, que sonaban muy bien en el plan, se encuentran ahora en silencio, porque no se atreven a recuperarlas, ya que todas se vendieron.
Estoy buscando amigos que yo he tenido, como si se tratara de estos tesoros, pero sin ningún tipo de mapa que me guíe, lo sé ... Nunca voy a encontrarlos de nuevo.

domingo, 8 de janeiro de 2012

I look for friends that once I had

When the soul no longer corresponds to what was before… Became it corrupted? Or was it all an illusion?
When the virtue, that had once been offered, becomes in vice, who is the one to blame?
Shall we blame time? Time that, inexorable, sweeps away the memory of all the good in us? No, we shall not, since the soul is immutable.
Restless insane creatures, it is the flesh that consumes itself, in that fake spark of pleasure; they sell themselves when they had better save their own at any cost, because the day will come, when we are leaving this world, only if there’s no price tags in us any more; only if, from the beginning to the end, our steps have not led us too far from ourselves.
What the eyes know, masterpiece that the destiny looms; we do name it: “love”, “shelter”, and, as time goes by: “forgetfulness”.
People that go to separated ways while they wished to be nearer, it is just the farce of destiny; and it gets mellowed the face that we’ll never forget.
And then, did we wake up from the dream that we’ve built? Did we dream all that, did we think up the smiles?
Because they are another ones now, different from then, and we… we are the same. It doesn’t matter the time, we are the same here, by the other side, and the more we search for the same signs behind those ones who just returned, the less we recognize at least a single one; there is nothing there, lying in their troubled minds that used to believe themselves so clever, but that have been a one else, swept by ocean tides. Within this sea of bad weather and “cold-boiling” waters, the changing of the tides has been the only invariable thing, because time took away those who used to know me, one by one, bringing back the empty shells of the ones who I used to call “friend”.
No anchor was able to settle down your steps, and you have been carelessly taken to the other side, where no man has already sailed, a sea that just waited for those who were driven.
It took only an illusion chanting, by any mermaid, only a stronger wind; and there they went; they all left in a single movement, to return so spoiled and wasted; I cannot recognize anyone any more.
They used to be red-cheeked, they used to hold that bright in their eyes, they were brave… and they lost everything; their words seem to be only spilled now, thrown away at any time and, like the tides, they get any history that does not belong to the one that they so eagerly wished to write sunk and wrecked.
But they don’t dare to read the diary of their own misfortunes, because they have lived just by the miserable desire of finding happiness. And there is no bigger mistake than searching for the emptiness. They should have been filled before submitting at any price the greatest treasure that they held.
Buried in some island, the chest of their histories is; the words that used to be so beautiful, that used to sound across the huge uncharted plan, lie silent today, because they don’t dare to take them back, as long as they have been all sold.
I look for the friends that once I had like they were those precious lost treasures; but, without a map to guide me, I know… I’ll never find them again.


Anne Russel

Procuro por amigos que tive

Quando a alma não corresponde mais ao que era antes... Corrompeu-se? Ou era tudo ilusão?
Quando a virtude que oferecia se transforma em vício, a quem devemos culpar?
Ao tempo, que inexorável, varre as memórias do bem em nós? Não, pois que a alma é imutável.
Criaturas insones, insanas, é a carne que se consome no falso brilho do prazer, vende-se quando deveria se guardar a todo custo, pois chegará um dia que só poderemos deixar esse mundo se não houve preço em nós, se do princípio ao fim nossos passos não nos conduziram para longe demais de nós mesmos.
O que os olhos conhecem, peça que o destino tece, chamamos de amor, alento, e com o tempo... esquecimento.
Pessoas que se afastam, enquanto desejávamos perto, basta a farsa do destino e amadurece a face que jamais esquecemos.
E despertamos nós então, do sonho que construímos? Sonhamos aquilo tudo, inventamos sorrisos?
Pois são outros os de agora, diferentes; e nós, os mesmos. Não importando o tempo, somos os mesmos, e por mais que busquemos sinais por trás naqueles que regressaram, não reconhecemos nem ao menos um; nada repousa lá, no tumulto daquela mente, que antes se acreditava inteligente e apenas foi mais um levado pela corrente. Nesse mar de intempéries de águas frias e quentes, constante foi apenas a mudança das marés, porque o tempo levou um a um daqueles que me conheciam, trazendo casca vazia de quem chamei “amigo”.
Âncora alguma conseguiu firmar seus passos, e foi levado, sem nenhum cuidado para o lado de lá, onde nunca dantes navegado, apenas esperava aqueles que se deixaram levar.
Um canto de ilusão de qualquer sereia, um vento mais forte, e lá foram eles, zarparam todos, retornaram rotos, não reconheço nenhum.
Tinham as faces coradas, o brilho nos olhos claros, coragem; e já perderam tudo, suas palavras agora são despejadas à cada hora e, como maré, fazem naufragar qualquer história que não seja a que eles próprios quiseram escrever.
Mas não ousam ler o diário de seus infortúnios, pois só se entregaram ao infeliz desejo de buscar por ser feliz.
Não há maior engano que procurar pelo vazio. Deviam ter se preenchido antes de entregarem a qualquer preço o maior tesouro que tinham.
N’alguma ilha está enterrado, o baú de suas estórias, as palavras dantes tão bonitas, que soavam no imenso plano, hoje jazem caladas, pois não ousam recuperá-las, já que todas foram vendidas.
Procuro por amigos que tive, como se fossem eles esses tesouros perdidos, mas sem mapa algum que me guie, sei... Jamais os encontrarei de novo.



Anne Russel



sábado, 24 de dezembro de 2011

Who needs a 2012 to end with us?

Did you see the face you used to have some years ago? It seemed to be so young and frown-free, like the portraits everybody loves to see; like the promises we always make every New Year’s Eve; like the furry & so-cute little puppies; like the brand new cars, smelling like the best scent of all times; like the first days of an early romance; like the ultimate spring clean-up that will take up to that tiny grain of dust out of the whole house. Everything so right in their right places.

But rumor has it that there is a final date for our days here, and that it will be tragical, full of pain and delusion, fear and despair, doubts and inconstancy. Nothing will be the same, nothing will be like before, and everything will be lost and different from what we know.

Wait a minute! Have you ever noticed the arrow of the time crossing upon everything like a hand that undoes all that’s ever been done, that cuts every string that we once thought was so tied, ruining from castles to tents, from empires to common families, from dreams to reality. Isn’t it the end yet?

Tell me really, what is actually yours? Tell me, what can you be so sure of to the point you can call it safe and sound, stable and reliable, faithful and eternal?

Tell me one thing that will be there, standing still the way you received it, or conquered it or even saw it?

Tell me anything that will be the same tomorrow, that is out there or even beside you, and that you can call it like an unbreakable and everlasting piece of world...

That new thing is already out of date, old-fashioned, spoiled and expired in a very short time or space.

Someone has said once that “every new beginning is some beginning’s end”… Isn’t that the end of the world as we know it, happening in each and every day of our lives?

We think we are so owner of everything that we have, that we are so owner of everything we are… Don’t you see that crushing wheel smashing everything into dust?

Well… who needs a 2012 to end with us?

domingo, 2 de outubro de 2011

IFG tem postura vergonhosa com aprovados em concurso

O Instituto Federal de Goiás, IFG, uma instituição que deveria respeitar e valorizar o trabalho, a ética e a lei, deixou de cumprir suas nomeações de seus aprovados em concurso nesse ano, e alega falta de código de vagas, fato esse ilegal segundo o STF, e que não está explicitado em Edital do mesmo concurso, quebrando os princípios de legalidade e observância às regras editalícias, transgredindo também o princípio da ISONOMIA, pois que os campi federais em Goiás já convocaram e nomearam seus aprovados, menos nesse campus, onde o IFG tem a morosidade, a falta de respeito e compromisso, a crueldade e as mãos lavadas em todo esse assunto, e da reitoria uma palavra sequer foi conseguida, como se o assunto não fosse de altíssima seriedade e totalmente de responsabilidade deles em regularizar essa situação absurda.
Ficam os aprovados sem suas carreiras, sem seus trabalhos por quase um ano, e essa vergonha continando a acontecer no IFG.

E fica a máxima: Quereria então os aprovados trabalhar em uma Instituição de Ensino que permite seus aprovados passarem por uma situação vergonhosa como essa?

sábado, 9 de julho de 2011

New old discoverings

There are kisses left on the shelf,
where no one tries or dares to look at,
There are hearts left alone,
where the history wrote a new oldfashioned discover.
But the light shone upon the road we walked
and it showed the steps were not the only marks left there;
there was a tiny grain of hope,
and lots of courage wasted in vain;
a life we really meant
and another one that we really lived in.
All out there,for anyone to see,
but there is no light left,
or the fortress we used to visit,
all covered in dust of a forgotten shelf
were not even our eyes dare staring at once again.

domingo, 19 de junho de 2011

Quem diria?

Onde estão aqueles dias de aventura e coragem?
Quando a pena corria solta pelas mãos,
preenchida de tinta e emoção,
só pelo sentir do eterno pulsar,
mesmo não sendo eterna sua vida,
mas a maravilha de ser e estar, de apreciar a eterna constante,
variável de tantas outras mais que se uniam
ao pouco cento representado pelo seu viver?

Onde ficaram aqueles momentos?
Quando seu ser preenchia ilhas de vasta distante solidão
Com o som da harmonia silenciosa,
Do bem feito, da alegria do segundo
Vivido com intensidade e retidão,
Um homem de bem, uma vida de boas crenças
Em uma escura estrada de outros amanhãs,
Que ao invés de amedrontar serviam de anestesia
Para o ontem vivido na dor; e energia para percorrer mesmo caminho
Com nova roupagem, linguagem, compreensão: As do futuro,
Incerto parceiro do que somos e temos sido até então.

Onde estão? Ainda contigo?
Em vivas matizes ou em pálido branco e preto de abandonados desejos,
De atos e pensamentos de pura covardia e acompanhada solidão?

Está você sozinho de si mesmo?
Onde estão?

domingo, 12 de junho de 2011

Transtornos infindos com a COOTEJ - Cooperativa de transportes em Jataí

http://patfield.vilabol.uol.com.br/COOTEJ.html

Também vulgarmente conhecida como Jordão Transportes.

Acesse esse link acima, e veja um pouco do que Jataí tem a oferecer a seus cidadãos.

Uma VERGONHOSA permissividade, um ABUSO, um ABSURDO, ocorrido em nosso município, e que não há espaço para mais tolerância!

Ps.: Somente após intervenção de outros órgãos e após três anos de tormento e perturbação de todos os limites, morais, pessoais e sociais, essa Cooperativa foi demovida para outra localidade no final de junho desse ano de 2011.

domingo, 10 de abril de 2011

Conquista do Segundo Lugar pelo V Concurso de poesias e crônicas do Museu Histórico
No dia 30 de março de 2011, o Museu Histórico e a Secretaria de Cultura realizaram o VIII Sarau de Poesias e Crônicas do Museu e para a premiação do V Concurso de Poesias do Museu, que este ano teve como tema "Memórias que fazem História", e no qual a escritora Patricky Field foi premiada com a segunda colocação com a crônica: "Há muito tempo atrás". Obrigada a todos que participaram e que ofereceram este prêmio. Mais informações no site: http://culturajatai.blogspot.com/2010/03/sarau-de-poesias-no-museu-historico.html

domingo, 23 de janeiro de 2011

CARINHO


THERE'S NOTHING IN THIS LIFE THAT COMPARES TO A FRIEND
The heart shows only what is true and right.

Mine's with you, always.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Living thru the white scenes


Who can walk upon Earth and don't feel the presence of a mystical place.

A constant presence of someone who's not there, but even so, is always there, carrying on, standing still, smiling and crying, and dreaming and feeling captived and free.

"Dream, and be free in your soul. Fight, and be free in your life."

In this life, we're all dreamers.

And fighters.

But it's never done, until we call someone "friend".



The light that is brighter than anyone.




Faithfully, like the sunset.





In a land of trees, and gree, and gray, and bricks, where's the brink of our own being?







In a mystical place?





Or under the moon?





And when we shake hands with our victories and challenges,



We don't turn our faces to the moment we're living,





We face each moment, either it's black and white, or it's our eyes that see and sight no color or reason or right,




And we tread upon this way, with the flowers by our side, and certain of nothing, but sure enough of being here, and standing still, and dreaming, and fighting, and living thru the white scenes of a stage called life.







To my infinite dearest friend, whose dreams are a part of mine, and whose life's the same path.

Thinking of you, thru my heart and soul.









domingo, 7 de novembro de 2010

Nesse mundo de Panteras...

Tentamos manter a calma sempre que nos é necessário, procuramos ajuda profissional, relaxar, pausar...



Mas os tempos do "hoje em dia"; que podem ser os de trinta, cem, duzentos, mil anos atrás como os de trinta segundos que já se passaram enquanto digito este, adivinham nossa incapacidade de apertar a tecla do "pause/break"...
É... nada dura por muito tempo...


Lá estamos nós de novo, colocando as luvas para mais um "round".


Nos achando os "donos do mundo"



Senhores e Senhoras de nós mesmos, de nossas vidas e de tudo o que está à nossa volta.


E aí? Tudo jóia?

E acabamos nos esquecendo da melhor parte da vida.
O que sobre os velhos amigos?

A conversa ao sofá da sala, numa tarde calma, quente e silenciosa?
Será que nem tudo são flores não mais?

Será que nunca foi?


Corações cor de rosa, à sombra de um futuro que vinha sempre com a primavera?

Ok, o velho e frio metal venceu nosso planeta, o preencheu com sua cor, forma, cheiro, jeito; e as estrelas decoram o céu com a cor dourada ao invés do estranho azul que por supuesto não se encontra mais às portas do paraíso.



Querer agora aquele abraço, além do rosa mundo das panteras que a tudo vêem e sobrevivem, um longo braço fora da lei que não segue blogs, raças ou preconceitos, apenas sente que o mundo não possui cacife suficiente para comprar todos os sentimentos existentes, então o melhor seria... aniquilá-los?




Se o ano termina, sempre tem o bom velhinho a nos fazer recordar de algo.
Tem sempre aquela musiquinha, cores, brilhos, histórias, estórias, branco, vermelho...

Deus, menino, homem, mulher, mundo, vida, renascida...
Seria isso um bom motivo para relembrar de... quê?


Às compras!!



É mesmo tudo o que nos resta...


Feliz Natal!!!
Feliz Navidad!!!
Wesolyc Swiat!!!
Merry Christmas!!!
God Jul!!!


E se conseguir sobreviver a esse mundo de Panteras; um Feliz Ano Novo.




sábado, 22 de maio de 2010

Conquista da Menção Honrosa pelo IV Concurso de Poesia do Museu Histórico


No dia 30 de março de 2010, o Museu Histórico e a Secretaria de Cultura realizaram o VII Sarau de Poesias do Museu e para a premiação do IV Concurso de Poesias do Museu, que este ano teve como tema os 50 anos de Brasília, e no qual a escritora Patricky Field recebeu a Menção honrosa por seu poema.

Obrigada a todos que participaram e que ofereceram este prêmio.

domingo, 16 de maio de 2010

SE É TÃO DURO OLHAR PARA TRÁS, POR QUE AINDA NÃO SE SABE ENCARAR O FUTURO?...

Se tens mãos, pés, cabeça e tudo o mais que o sol ilumina por sobre, todas - menos as nebulosas - manhãs da existência; então tens um nascimento, tens uma vida que é tua e à ninguém mais pertence, conquanto um ser único e vivo. Antes da chegada, do surgimento, o ser é da mãe, do ventre, nada pode fazer, não pertence à essa realidade. Após a morte, somos também privados de todos os direitos adquiridos, todos os anos em que o ser julgou ser pertinente a esse mundo se desfazem para si como se o ser nunca houvesse atravessado os caminhos, as águas, o ar. Para o ser que existiu, nada resta, como antes, nada ele pode fazer para sentir o mundo, tocá-lo, modificá-lo.

Somos eu, tu, nós, uma expressão do efêmero, do que se vai com um propósito, de servir a um fim breve e passageiro.

A vida nos é oferecida - ou imposta - de graça, como um dom a mais que a alma não possuía, o de tocar, criar, modificar e sentir, o peso e as dúvidas, coisas que seriam engrandecedoras se tudo funcionasse como deveria, se o corpo evoluísse e a alma tornasse a parceira de todos os atos que desenvolvemos enquanto humanos.

Mas o ser humano confunde facilmente tudo, desde o momento que se sente humano.

Quando nasce, a criança se irrita com qualquer desagrado, se sente injustiçada quando não pode conseguir o que quer, porque o preço de se ser criança é a incompreensão dos valores, dos limites e da própria consciência. O desenvolvimento dessas "crenças" ainda se mantém inerte em um corpo infantil, que primeiro vai descobrir as sensações físicas para depois se abrir em um universo de conceitos que a própria mente oferece. Como uma rede de conecções, à medida que se vive, o ser detecta o que é a consciência.

Detectaria, se não fosse a passagem entre um ser infantil e um ser monstruoso que a massa se torna ao ser adulta.

Sim, as desculpas são inúmeras, mas nenhuma válida. O que ninguém quer saber ou admitir a si próprio é que todos os valores e princípios já existem em cada ser, desde o "princípio" - nome sugestivo - bastando a célula se desenvolver ao ponto de se conseguir um ser maduro ou adulto. Não há uma forma de se adquirir valores, consciência ou moral; isso se confunde muito, como o que acontece entre a cultura e a educação.

Uma pessoa se diz ignorante, nunca freqüentou uma escola ou não se importou com a que teve, ou nunca teve um lar, uma forma de esclarecimento, contatos ou tempo pata adquirir nenhuma informação... Sim, tudo isso seria dito de uma pessoa e ela seria classificada como "sem educação".

Certo, não temos como negar que a todos o mundo se apresenta de formas variadas, mas ninguém, afirmo com tanta certeza quanto a de que agora estou assistindo o sol de minha janela, ninguém nasce sem educação. A educação é inata até mesmo em uma pedra, uma árvore, um gato ou uma água que corre no cume da montanha.A educação é celular, é de todos, é da vida em si, é para a vida e toda ela, é um comportamento, uma forma de ser e da qual todos podemos apresentar a hora que nos for conveniente, quando dela temos ciência dentro de nossos próprios seres. A educação é como a respiração ou a circulação do sangue, é uma parte do ser e todos nascemos com ela.

A educação é sentimento, é inata. A cultura não. A cultura é adquirida, conquanto se tenha a educação desenvolvida para isso. As duas andam juntas, uma busca a outra, porque se completam ao desenvolver do ser. A educação que nos é parte do ser com a cultura que ela conclama a cada etapa da vida humana, transformam a criança em um ser mais que adulto, um ser humano.

É fabuloso o que se chama educação, porque ela é viva desde as células, mas o homem a consegue matar, ah!, consegue; e, depois, o tanto de cultura no mundo se esvai, sem ser adquirida, sem ser utilizada, sem ser somada ao bem comum. Então, os adultos se erguem de seus castelos e se lançam ao mundo, julgando-se injustiçados, sem oportunidades, sem amor, sem "educação", sem consciência. Mantêm-se crianças e nem percebem que estão agindo como tal, porque o corpo adulto é o que reflete no espelho durante o resto da existência.

Daí começa: "Por que não posso fazer isso?" "Por que não me deixam fazer aquilo?" "Por que não posso roubar um pouquinho escondido, sem que ninguém perceba?" "Por que eu vou fazer algo do qual não vou ser reconhecido?""Por que eu tenho que preservar minha saúde?" "Por que eu não posso ficar com aquela (e) mulher (homem) e largar minha família?" "Por que eu não posso transar todas as noites com qualquer um?" "Por que eu tenho que ficar aqui, trabalhando?""Por que eu não posso?..." "Por que eu devo?..." "Por que eu estou fazendo?..."

Como pode um ser adulto questionar as verdades que deveria e deve saber dentro de si??
De duas, uma: Ou é criança - o que o corpo adulto exclui como alternativa - ou é um deficiente mental.Nem os deficientes mentais têm tão pouca ética dentro de si, porque eles conhecem seus limites e sabem o valor da vida. São mais que éticos, são testados pela vida e sabem como extrair dela seus reais valores. Quem tem o cérebro nos devidos padrões físicos e um corpo adulto e saudável é o perigo, um perigo imenso.

A consciência de nossos atos, de teus desejos e pensamentos, isso é a única verdade que não pode morrer.

"Poder", todos podem, qualquer coisa; não há razões nem condições para se evitar o poder, exceto o "Dever".

Uma criança "pode" colocar o dedo na tomada, mas ela não deveria fazer isso. Ela Pode, ela consegue esticar o dedo e colocá-lo na tomada, mas a consciência de quem conhece os riscos a aconselha de que não deve fazer isso.Um ato físico que necessita de orientação. Uma vez que se sabe o risco, não se escolhe por vontade própria um choque elétrico. Assim é a vida. Ela passa e tudo o que se vive até a idade adulta: as relações, as dores, felicidade, sofrimento, angústia, mágoa, amor; fazem uma escola interior que a consciência desenvolve para dar ao corpo os limites que a pessoa não "deve" infringir. "Poder" todos podemos, mas o cérebro já catalogou tudo o que é de conseqüência de cada ato, como uma enciclopédia do sentir. Assim, se os limites entre poder e dever não são reconhecidos, a pessoa pode se designar deficiente do bem mais precioso e o que preserva o mundo e todos os seus preceitos.

Os limites do poder e do dever. Eu posso escolher pular do precipício, mas eu sei que ao tocar o fundo dói - mesmo que eu nunca tenha experimentado tal sensação - e provavelmente irei morrer. Eu posso atravessar a rua sem olhar para os lados, mas eu sei que provavelmente serei atingido por algum veículo e isso também irá ser ruim.Eu posso ficar acordado noites inteiras no trabalho, nas reuniões, nas festas, mas eu sei que a saúde se esvai a cada dia um pouquinho; sem repouso, o corpo perece. Eu posso sentar em uma cama de pregos, mas eu sei que espeta e fura e fere. Eu posso amar alguém um dia só pelo prazer de uma noite, mas eu sei que isso termina e magoa e banaliza o sentimento a tal ponto que arrasta todos a uma solidão imensa de corpo e alma. Eu posso desviar as verbas de um serviço social, de uma estrutura ao desenvolvimento público, de um saneamento ou recuperação do meio ambiente; mas eu sei que haverá um buraco imenso, um rombo cultural, social e ecológico que, com os anos, diminuirá as vidas, tirando de todas as pessoas a dignidade e o apreço ao próprio ser, conquanto coletivo, ao espaço que habitava e ao que recebem de gratuito desse mundo; antes tão perfeito.

A diferença que há entre o Poder e o Dever habita na "CONSCIÊNCIA". A palavra também é clara: "Com -Ciência"Estar ciente, saber do que se pratica, saber de seus atos, compreendê-los, gerar bons resultados ou maus, catastróficas "CONSEQUÊNCIAS". "Com-sequências", há seqüência no que se faz, no mínimo ato como andar, respirar, concordar com o erro, discordar do próprio bom senso.

Ter ciência dos atos é conseqüência natural do ser, ele sabe o que leva a um ato de dor, de amor; ele sente quando o ar está poluído, então sabe que não DEVE poluir, conquanto PODE poluir. Ele sente quando um amor fútil lhe penetra o coração e outras partes do corpo, e sabe que não DEVE, conquanto PODE continuar gerando amores banais que se transformam na pior doença mental e social dentre poucos anos de contínuas relações. O ser sabe, a pessoa sente quando lhe retiram as chances de crescimento profissional, lhe privam de ter a renda diária, humanamente necessária para se sobreviver nesse mundo criado aos moldes humanos; então ele sabe que não DEVE conquanto PODE desviar recursos, roubar valores que não lhe pertencem ou dizimar vidas inteiras pelo simples controle monetário.

O ser sabe que palavrões são rudes, quando a ele são dirigidos; sabe o que é ser mesquinho quando a ele são negados quaisquer formas de ajuda ou compaixão. Sabe que dói uma bofetada quando nele é dirigida.Sabe que a ternura é bonita quando é quem recebe; conquanto não sabe distribuir e pior, a converte em desejo e sexo rapidamente, sem diferenciar os sentimentos fraternais dos da carne e libido. O ser sabe ser criativo, embora prefira deitar mãos à preguiça e ao que é mais fácil e banal, ao que está pronto e pode ser usado e abusado até o esgotamento final.

Tomamos por base os poucos fatos da vida e já podemos perceber onde está o DEVER e o PODER, e do que são capazes os seres quando confundem tais valores e conduzem suas vidas adultas na ignorância de si mesmos.

Se é tão duro olhar para trás e assistir ao próprio ser convertido nesses moldes, se é só parar e sentir a morte de todos os princípios de educação e consciência, nos gerando adultos deficientes, impróprios para o convívio até conosco mesmos, se é só assistir às pessoas morrendo pelo desrespeito: às águas, que ninguém mais pode fabricar, esgotadas de modo horrível pela poluição desmedida, pelo pouco caso de nossas mentes ingratas e ensandecias, se é só sentir a brisa que sopra o cheiro da inconseqüência, das pessoas que só acreditam no hoje como um imenso território de anarquia... cada dia é um aprendizado, cada minuto é para sentir o que se pode e deve fazer, para manter viva e crescente a educação, nossa irmã gêmea que todos possuem e que erroneamente se perde no convívio de todos seus irmãos.

É duro olhar para trás e ver as pegadas grudentas e altamente tóxicas da estrada de tua vida.Cada desrespeito cravou uma marca de manchas indeléveis que cultura adquirida nenhuma conseguirá encobrir; como vestir um terno de fino corte e deixar a lama presa ao corpo se escorrer pela fazenda, apodrecendo e destruindo o tecido.

A educação é um gesto nobre, é a respiração mansa e natural, é o compreender de todos os sentimentos próprios e alheios, é o andar, o comer, o conhecer dos valores de seu próprio interior; e isso NINGUÉM poderá ou conseguirá mostrar ou ensinar. O bem que uma alma possui, é a primeira característica que o corpo adota como parte de si e ao nascer, podemos usufruir desse bem, desse único e precioso bem. Somente enquanto estamos vivos. Não antes, nem depois. Só enquanto estamos vivos.

Patricky Field

domingo, 9 de maio de 2010

Love that's allowed


Patricky Field




Once I've questioned: "Why do you love me?"
"Cause you allowed me to it". That was the reply.
The most sincere answer and the one which got in short all that I was eager to hear and understand.
Who the love is allowed to?
If from the other side there's no feelings, the biggest of all love affairs is just one illusion.
It's a couple of eyes, a pair of hands, there're two ears, two legs, both the lungs are,but it's only one heart what we have inside.
There's the other one, that waits for you, opening gates and giving permission
for the moment of meeting and union.
It's alike your own heart that beats inside you and, this way,
it holds true and total allowing and permission cause it doesn't hurt,
it doesn't make you sorrow, doesn't bring sadness...
It comes on in, settles itself down and gets you all whole and fulfilled.


Certa vez eu perguntei: "Por que você me ama?"
"Porque você permitiu". Foi a resposta.
A resposta mais franca e que resumiu tudo o que eu queria ouvir e compreender.
A quem é permitido amar?
Se do outro lado não há sentimento, o maior dos amores é somente ilusão.
São dois olhos, duas mãos, dois ouvidos, duas pernas, dois pulmões, mas apenas um coração o que temos.
Há o outro que te espera, permitido ao encontro e à união.
Ele é igual ao teu próprio coração, e assim sendo, tem inteira e total permissão
porque não fere, não magoa, não entristece.
Entra, se instala e te completa.

sábado, 8 de maio de 2010

We've killed our rose




Patricky Field





I hear the loneliness of the fields
and smell the fake of time;
I've watched how long you've been waiting for
one spark of sincerity, although the hearts are
dried and the flowers have died,
once they were thousands in bloom
and there was truth in the hearts;
now we can't say anymore that the rose is our eternal responsibility
not even that the truth will set us free.

Maybe, that was the plan,
the very first intention since the beginning of humanity;
like the dinosaurs that turned intoextinct giants of themselves;
the human being is now the legend
of his own history; a lost dust floating
on the dried ways of any other lost memory.

Who has the blame on all that?
Who has turned your being upside down
and told you not to be a decent and reliable one?
Why can't you just follow your way
without haste, without hate,
with no demons coming from within?
The harvest is equal to the delivering of the seeds, always;
and the thunderstorm in your eyes is the only reason for knowing better
what is running into your heart.

You, the one who is reading these words,
you're the only one responsible for your rose,
you're in charge when the matter is the life that you've bred or
brought to your side,
fathers and sons, friends or a couple of lovers,
children and pets, a gardner and his rose...
No man in the world can spend feelings in vain, because
feelings are never rescued again,
the rose is every little part of the heart
which we've been using to give love and care,
and this ought to be eternal, because each
feeling that we've been wasting in vain is a little
part of our own heart that we lost along the way.

And, so, there'll be only the loneliness of the fields
and sons that laugh only if they are having their laughing pills;
that's so unbelievable...
The hearts are dried like the old Scrooge and his story...
Parents and sons, children who'll have not even the meaning
of love to keep into the memory.

Do you really think that it's not important,
and do you believe that it's not your fault?
Do you really believe that it's not to get worse?
Do you really think that we won't need love,
that we can live after we've killed our rose?

Infinite beauty

"Too late loved I Thee,
O Thou Beauty of ancient days, yet ever new!
Too late I loved Thee!
And behold, Thou wert within, and I abroad, and there I searched for Thee;
deformed I, plunging amid those fair forms which Thou hadst made.
Thou wert with me, but I was not with Thee.
Things held me far from Thee, which, unless they were in Thee, were not at all.
Thou calledst, and shoutedst, and burstest my deafness.
Thou flashedst, shonest, and scatteredst my blindness.
Thou breathedst odours, and I drew in breath and panted for Thee.
I tasted, and hunger and thirst. Thou touchedst me, and I burned for Thy peace."

domingo, 4 de janeiro de 2009

2009 just began, why am I so pissed off?

Getting out from an old year it seems like everything turned upside down all at once, and unexpectedly the right turned into wrong without my acceptation or wish. They say that nothing good comes easy, but sometimes it is way too tiring to keep on punching in the darkness without a clue of wherefore I'm going to or whatfore I'm doing. Too much certainty means no meaning at all, and today I can't find a reason for being sure of anything because I'm too much pissed off to believe anything else but the lies that don't stop disguising in front of my eyes.
Where there is darkness there's no light, wherever there's light there's darkness in the shadows and that's disgusting to struggle against something that not even knows its own being, its own reality and faults and failures and meaning at all.
Starting a year it shouldn't mean more than that, I wish I realized it all for real, everything that's new and fresh and good, because it sucks to explain and show and be ready all the time, I also need protection and a break in all that, in this new year and for the next ones to come, wherever they are leading me to.
I feel like screaming now, for all the good feelings that are dying one by one, inside, outside, without warning or reason but this stupid ordinary nonsense that appears sometimes wrapped in the cloak of the intolerance and disrespect.
Time flies away, it is only 365 days for year, let's prepare it like a soil to be sown, not a field to be fought a battle that's lost in all its sense and ways.
2009 came, what does that mean?
I wish I could finally reach out that answer.